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Mostrando postagens com o rótulo miscelânea

Dois anos e contando.

Passaram-se dois anos desde o dia que o amor disse que queria fixar morada.  De presente de boas-vindas, lhe dei uma parte inteira do guarda-roupa. Na sequência, comprei o shampoo que ele gostava pra deixar no meu banheiro. E depois, uma toalha. E desde então, aos poucos, fui abrindo mais espaço para que ele pudesse sentir que meu coração era um bom lar e que, se quisesse, podia morar lá para sempre. Carinho e cuidado não iam faltar. Às vezes o amor titubeava.  Acho que ele não sentia confiança na moradia, tinha receio de que, a qualquer momento, o teto pudesse cair na sua cabeça. Muitas vezes me peguei aflita por não saber o que mais poderia fazer para que o amor confiasse na estabilidade do meu lar. Então, tive uma ideia. Resolvi lhe entregar a chave do meu coração para que ele pudesse vasculhar cada cantinho até se sentir seguro. Dei liberdade para que opinasse, caso achasse necessário pequenas reformas. No fim das contas, acho que foi uma grande sac...

Desilusão ortográfico-amorosa. Existe tratamento?

"Desculpa, mas depois que você escreveu agente e não era em referência ao 007, eu perdi a vontade de te ver. Eu sei que você está pensando que sou uma escrota.  Pode acreditar, sinto-me exatamente assim por ter que admitir." Qualquer pessoa normal e com um pingo de bom senso deixaria passar uma escorregada dessa. Pena eu não me encaixar nesse padrão tão almejado de normalidade. Desilusão ortográfico-amorosa é uma merda, e quem sofre desse mal sabe do que estou falando. Perdemos a linha mesmo. Um ex-namorado uma vez me escreveu uma carta pedindo para reatar. Eu não lembro o que estava escrito lá, mas me recordo BEM  dos erros ortográficos.  Quando ele perguntou o que achei, respondi que se soubesse que ele não sabia que M se usa só antes de P e B  o namoro nem teria começado. É isso aí! Quem sofre de desilusão ortográfico-amorosa não tem filtro. Não avalia os sentimentos alheios. Escrotice total. Nesse caso, o pior não foi ter dado essa resposta gr...

Amarras invisíveis

"O segredo é soltar as amarras a que você mesmo se acorrentou. Ilusões e desilusões: é preciso desatá-las todas de dentro do coração." - Lili Cunha Pessoas incríveis já passaram pela minha vida. Outras, nada incríveis.                                   Muitos me arrancaram sorrisos. Lágrimas também. Teve gente que me deixou de recordação histórias que estão bem guardadas naquele baú que, às vezes, tiramos do sótão para dar uma olhadinha pra matar a saudade. Muita gente veio. Muita gente passou uma temporada. Duas. Alguns, pensei que fossem ficar. Alguns quiseram uma estadia mais longa. Mandei embora. Queria que alguns tivessem ficado, mas eles se foram. Não importa quem decide quando é hora de acabar,  despedidas são sempre uma droga.   Um coração sempre vai sentir aquela dorzinha latejante insuportável que é perder alguém especial. Sempre me dói dizer pra algu...

2014 - eu e você, entre gostos e lembranças

Dois mil e catorze,  está quase na hora da despedida.  E quando pensar em você, um sorriso se abrirá no meu rosto, porque foi tudo muito especial. Intenso. E divertido. Despedidas são sempre meio melancólicas, especialmente quando há na bagagem tantas lembranças boas compartilhadas. Eu sou fã de anos pares, mesmo que continue não ganhando na Mega-Sena, nem rifas de ovos de Páscoa, nem frango em bingo da igreja, e nem carros nos sorteios dos supermercados. Com você, 2014, ganhei muito mais. Firmei laços verdadeiros com pessoas que não consigo mais imaginar longe da minha vida. Abri meu coração, e o vi ser partido novamente. Com isso, aprendi que sou forte, e que as dores não são mais tão latejantes.  Tudo passa quando se mentaliza que tem que passar. Passei a  valorizar ainda mais as pequenas coisas. Os pequenos gestos. As pessoas que estão ao meu lado. Falando em pessoas, quanta gente incrível você colocou no meu caminho, 2014. Quanta gratidão por...